Vai começar a Copa América mais polêmica da história.

 Vai começar a Copa América mais polêmica da história.

Opinião pública, profissionais da saúde e até atletas são contra o evento. Governo e CBF mantém respaldo à Conmebol.

Pouco mais de uma semana após o Brasil ser anunciado como nova sede da Copa América 2021, o assunto ainda é um dos mais comentados do país.

Entre os debates mais acalorados em torno da realização do torneio, estavam o risco em razão da pandemia do novo coronavírus, boicote dos jogadores e até interferência do Governo Federal numa possível troca de treinador na Seleção Canarinho.

Confira um pouco de tudo o que rolou:

Brasil é anunciado como sede:

Na segunda-feira dia, dia 31 de maio, após desistências da Colômbia, em razão dos protestos contra o governo, e da Argentina, por causa do avanço da pandemia, a Conmebol entrou em contato com o então Presidente da CBF, Rogério Caboclo, para solicitar que o Brasil acolhesse a competição.

Caboclo entrou em contato com o Presidente Jair Bolsonaro que autorizou a realização do evento, mesmo com o Brasil se aproximando da terceira onda de pico da pandemia.

Riscos em razão da pandemia:

Vários especialistas ouvidos por diversos veículos de imprensa se posicionaram contra a realização do torneio, principalmente em função do aumento de viagens dentro do país, e do risco de que sejam importadas novas variantes do vírus para cá.

Além disso, a realização do torneio vai aumentar o fluxo de estrangeiros nas cidades-sede (tendo em vista que o Brasil não adota o fechamento das fronteiras), aumentando o risco de circulação do vírus e de suas novas cepas

Segundo a Conmebol, um protocolo de segurança será montado para evitar contaminações durante o evento, entre eles vacinação de todos os atletas e membros de comissão técnica, isolamento e testagem a cada dois dias.

O Governo Federal, na figura do Ministro da saúde, Marcelo Queiroga, defende que a Copa América não é um evento de grandes proporções, o que não geraria uma grande presença de estrangeiros no Brasil, e, sendo assim, os protocolos sugeridos pela Conmebol, e os protocolos brasileiros já adotados pela CBF em competições dentro do país, garantem a segurança do torneio.

Divergências dos atletas e comissão técnica da Seleção:

Atletas e comissão técnica da Seleção Brasileira se mostraram contra a realização do torneio, apesar de não terem falado sobre isso abertamente, muitos deixaram o posicionamento solto “entrelinhas” em algumas entrevistas, caso por exemplo do técnico Tite e do meio campo Casemiro.

No entanto, apesar do risco de boicote, os jogadores acabaram aceitando jogar a competição.

Interferência do Governo Federal na CBF:

Outros dos pontos que quase culminaram no boicote dos atletas, foi uma possível interferência de Jair Bolsonaro na CBF, cobrando de Caboclo uma possível troca no comando, caso Tite mantivesse seu posicionamento contrário à participação da Seleção no torneio.

O nome de Renato Gaúcho como seu substituto chegou a circular em vários jornais e programas esportivos.

No entanto, com o afastamento de Rogério Caboclo da Presidência da CBF no último domingo (06), seu substituto Coronel Nunes tratou de jogar panos quentes no assunto, garantiu a permanência de Tite, e acalmou os ânimos dos atletas.

Debates sobre direitos de transmissão e opinião pública:

Outro dos assuntos que mais estiveram em evidência nos últimos dias, principalmente nas redes sociais, foi quanto aos direitos de transmissão.

Internautas e profissionais do esporte e da comunicação favoráveis à realização da competição utilizavam o argumento de que, certos veículos de imprensa estavam se posicionando contra por terem perdido os direitos de transmitir os jogos para a sua principal concorrente.

Esse argumento contrapõe o que a maioria de fato pensa, já que, exceções à parte, as opiniões contrária a realização do torneio são maiores, até pelo fato de não ser um torneio que tenha um peso relevante na questão técnica esportiva.

Sem falar, que a realização da competição, em paralelo aos eventos esportivos aqui no país, vai prejudicar as equipes brasileiras, que terão de jogar desfalcadas de muitos de seus principais atletas.

Mais um fator debatido foi a comparação entre a Copa América e a Eurocopa, que também vai ser realizada no velho continente.

No entanto, é importante ressaltar que a maioria dos países europeus estão mais avançados no combate à pandemia do que o Brasil.

Convocação final:

Na última quarta-feira (09), Tite anunciou a lista final com os 24 convocados que defenderam as cores canarinho no torneio.

São eles:

GOLEIROS: Alisson – Liverpool (ING); Ederson – Manchester City (ING); Weverton – Palmeiras.

LATERAIS: Alex Sandro – Juventus (ITA); Danilo – Juventus (ITA); Emerson – Barcelona (ESP); Renan Lodi – Atlético de Madrid (ESP).

ZAGUEIROS: Éder Militão – Real Madrid (ESP); Felipe – Atlético de Madrid (ESP); Marquinhos – Paris Saint-Germain (FRA); Thiago Silva – Chelsea (ING).

MEIO-CAMPISTAS: Casemiro – Real Madrid (ESP); Douglas Luiz – Aston Villa (ING); Everton Ribeiro – Flamengo; Fabinho – Liverpool (ING); Fred – Manchester United (ING); Lucas Paquetá – Lyon (FRA).

ATACANTES: Everton – Benfica (POR); Gabriel Barbosa – Flamengo; Gabriel Jesus – Manchester City (ING); Neymar Jr. – Paris Saint-Germain (FRA); Richarlison – Everton (ING); Roberto Firmino – Liverpool (ING); Vini Jr – Real Madrid (ESP).

Estreia e grupos:

O Brasil estreia no torneio no próximo domingo (13h), às 18h no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Os outros adversários da Seleção, que está no Grupo A serão: Colômbia, Equador e Peru.

No grupo B estão: Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

Japão e Catar foram convidados para participar do torneio, no entanto, recusaram em razão da pandemia.

FONTE/ FOTOS:

– Imagens da internet

Jeferson Almeida

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