A verdade do projeto que irá salvar o Museu Casa de Cabangu

 A verdade do projeto que irá salvar o Museu Casa de Cabangu

Diversos projetos passam por várias mãos, seja ele qual for. Como por exemplo, para se construir uma casa, precisa-se de um arquiteto, engenheiro, pedreiro, eletricista e tantos outros. E para um grande projeto não é diferente, e é necessário um número maior de pessoas ou instituições envolvidas. É literalmente como um “trabalho de formiguinha”, onde o objetivo é um só: o comum para todos.

O projeto piloto da “Fundação Casa de Cabangu” de revitalização e restauração do Parque e Museu de Cabangu tem exatamente esse o objetivo: Deixar a memória do inventor, desportista e “Pai da Aviação”, Alberto Santos Dumont, viva. Preservando sua história e o lugar onde nasceu. Por isso, para satisfazer os anseios, não apenas dos sandumonenses, mas de turistas de toda a aparte do mundo, a proposta é bem ampla e prevê a construção de um ambiente descontraído, contemporâneo, com restaurantes, palco, trilhas ecológicas, teleférico, circuito de ecoturismo, feirinha com artesãos entre tantas outras novidades. Mas até chegar a concretização e execução do projeto, a caminhada foi e continua sendo longa, e precisa do apoio de muitas outras “formiguinhas” durante o percurso. Essa analogia logo irão entender.

Há alguns anos a Fundação, fundada em 1949 por Oswaldo Castello Branco, passou por grandes dificuldades financeiras para manter o museu aberto, acumulando em torno de 170 mil com despesas. Deste modo, quando o Advogado, Sandro Vilela passou estar na frente da direção da Fundação, desde janeiro de 2020, precisou realizar uma série de medidas para salvar o principal atrativo turístico da cidade de fechar as portas “Assumimos a Fundação, como todo mundo sabe, em uma situação bem complicada. A Fundação tinha sido fechada, em razão das dívidas que assolavam a Fundação já há muitos anos. E a Fundação estava no Museu de forma não oficial, não havia nenhum documento que garantia a Fundação no Parque Museu de Cabangu (…)” conta Sandro em entrevista realizada na última terça-feira (30) para o Portal.

O primeiro passo, então, foi pagar as dívidas fiscais e dívidas relacionadas a empregados. Para isso, contaram com o apoio da Prefeitura que foi a responsável por viabilizar a subvenção para o acertamento da dívida e que recebeu elogios por parte do presidente da Fundação pelo empenho dado, “Na esfera municipal e eu tenho que destacar aqui, o apoio fundamental que nós estamos recebendo da Prefeitura Municipal”, destaca.

Posteriormente foi dado o segundo passo, que visou regularizar a situação da Fundação através de um convênio com a União onde passou de forma Oficial a posse com a Certidão Negativa de Débitos (CND), essencial para que a mesma pudesse pleitear convênios e repasses de verbas. Conseguiu também suspender um processo administrativo do Ministério Público Federal, que visava à interdição do Parque, devido às medidas realizadas o mesmo foi suspenso. Além disso, firmaram um Convênio com o Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IFET) para tratar questões relacionadas ao turismo, como a manutenção do acervo principalmente, e a sua divulgação.

E o terceiro, e de grande relevância nesse contexto global, focando o projeto. O diretor da Fundação descreve o mesmo com três palavras chaves “(…) A primeira delas é ‘preservação’. Todo e qualquer projeto a ser realizado no Museu de Cabangu vai primar pela preservação das edificações existentes. Feito isso, a segunda palavra é ‘Tornar o museu atrativo’.  Fazer com que as pessoas não só de Santos Dumont, venham ao Museu de Cabangu e se sintam acolhidas, confortáveis. A terceira palavra chave é ‘auto sustentabilidade’, ou seja, com essas estruturas e com essas edificações a Fundação Casa de Cabangu consiga ser autossustentável, para manter o parque, manter o parque limpo, fazer as reformas eventuais que necessitam ser feitas”.

O projeto piloto de revitalização e restauração do Museu obteve o apoio de empresas e pessoas do Brasil e mundo, como por exemplo, a Associação Comercial de Santos Dumont e de Sete Lagoas, OAB de Santos Dumont, do empresário sandumonense de sucesso Carlos Madá, que atualmente mora em Brasília, WF Arquitetura e Engecop, dentre outros.

Começando pela construção da área de shows e dos restaurantes, o valor de R$ 1,5 milhão precisa ser arrecadado, por isso, o Prefeito Carlos Alberto de Azevedo (Cidadania) criou, assinou e já encaminhou para a Câmara Municipal para um projeto para ser aprovado. Após apuração do Portal, o projeto ainda não foi colocado em pauta na Câmara pelo Presidente da Câmara “Luciano do Gás”, devido à paralisação das reuniões devido à onda roxa do Plano Minas Consciente, mas os vereadores já estão cientes sobre o projeto. De acordo com Sandro, o arquiteto que realizou o projeto afirmou que essa parte inicial da obra ficará pronta em um prazo máximo de quatro meses.

Em sua totalidade, todo o projeto ficará em torno de R$ 15 milhões, onde só o teleférico equivale a 6 milhões. O Parque Museu de Cabangu se tornará autossustentável, através verba privada da Lei de Incentivo a Cultura e através de verba Federal, os espaços para restaurantes também serão alugados para comerciantes locais que tiverem interesse.

As expectativas para a realização são grandes “Nós temos muita expectativa, e eu conclamo a todo sandumonense a abraçar esse projeto. Gente, a Fundação ia fechar! Nós iríamos perder esse acervo. A oportunidade é essa! Nós estamos em um momento histórico. Um momento que eu acredito que vai ser um divisor de águas para a cidade” finaliza Sandro, fazendo um apelo a todos os sandumonenses.

O Portal entrou em contato posteriormente com a prefeitura, para que pudéssemos ouvir da atual administração como seria feito esse repasse e quais as ações seriam traçadas após a conclusão, mas devido ao feriado da Semana Santa, o chefe de gabinete conseguiria marcar uma reunião apenas segunda-feira (5). Confira a entrevista completa e inédita, com vários detalhes e se surpreenda com a magnitude do projeto, clicando e assistindo na integra o vídeo da entrevista abaixo:

EDIÇÃO: Raphael Ribeiro
FOTOGRAFIA/ ÁUDIO: Cláudio Produções (Instagram: @claudioproducoes_foto_filme)
ENTREVISTA: Therezinha Couri
REVISÃO E DIREÇÃO: Gustavo Sá Fortes

Therezinha Couri

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