Estrutura de barreiras sanitárias são montadas, mas estão inoperantes

 Estrutura de barreiras sanitárias são montadas, mas estão inoperantes

A “onda roxa” do plano “Minas Consciente”, fez com que vários cuidados e procedimentos fossem redobrados, sendo ainda incisivos por conta do Covid-19. Além de protocolos já contidos nas outras, uma das medidas adotadas pelo Estado nesta onda foi a instalação de barreiras sanitárias em todos os 853 municípios para evitar aglomerações e conter fluxo de pessoas nas cidades.

Diante essas determinações, populares entraram em contato com o Portal questionando se haveria ou não essas barreiras sanitárias no município de Santos Dumont. O questionamento se deu, pela montagem e localização de algumas estruturas próximo aos trevos de acesso da cidade, há pelo menos duas semanas, e possivelmente seriam utilizados para esse propósito determinado pelo Governo Estadual. Ainda levantou-se o seguinte questionamento: se apenas com a estrutura montada só que inoperante, estaria onerando os cofres públicos.

O Portal entrou em contato com a Secretária de Saúde Municipal na manhã desta sexta-feira (16) para que pudessem nos informar sobre o fato. “Não está sendo onerada ainda. Vai começar o contrato não foi formalizado ainda.”, informou Rosângela Garcia. Também entramos em contato com a assessoria de comunicação do município, onde nos informou que os “Entraves jurídicos impedem a imediata execução das barreiras sanitárias. O departamento já foi acionado e trabalha para mais ágil resolução”. Ainda segundo a comunicação, a estrutura que está no local é terceirizada, enquanto não iniciar a operação a Prefeitura não pagará por isso. O planejamento era que se iniciassem as operações na segunda-feira, a empresa adiantou o serviço e deixou montada a estrutura nos locais, mas nesse intervalo ocorreu um entrave jurídico, explicou. A assessoria não explicou sobre qual entrave jurídico se tratava a situação da execução das barreiras.

Segundo a última determinação do Estado sobre barreiras sanitárias durante a “onda roxa”, as mesmas são medidas a serem aplicadas pelos municípios, com auxílio das Forças de Segurança. O objetivo é limitar a circulação de pessoas em atividades não essenciais, diretamente e indiretamente.

Além disso, as barreiras sanitárias possuem caráter educativo, já que os infratores poderão sofrer penalidades. As barreiras sanitárias não precisam ser aplicadas em local específico da cidade, e não precisam, obrigatoriamente, desviar ou impedir o fluxo de trânsito. A decisão de onde e como utilizar as barreiras sanitárias cabe aos municípios, com base em análises próprias e nos insumos disponíveis. Independentemente do formato, é exigido o uso de EPIs e a adoção de demais medidas sanitárias.



O que estudiosos dizem sobre as barreiras sanitárias?

Assim como o tratamento precoce, não existe eficácia cientificamente comprovada.

Lavagem de Pneus

“A verdade é que os vírus não vêm no lugar, eles estão flutuando no ar. E se ficar no pneu ou sapato, eles não sobem”, explica a virologista María Fernanda Gutiérrez, da Universidade Javeriana de Bogotá, na Colômbia.

“É inútil, há muito pouco que pode ajudar”, diz Diego Rosselli, professor de Epidemiologia da Universidad Javeriana. “Sabe-se que a transmissão do vírus por superfícies é menor do que se pensava inicialmente”, explica.

Medidor de Temperatura


Nem no pulso ou em qualquer lugar. Uma razão é porque, em geral, o vírus não é um vírus que produz febre. Em muito poucos casos você está produzindo febre e quando você tem febre você se sente mal, e é provável que você não saia de casa”, disse a Dra. Gutiérrez.

“Apenas 10% das pessoas que transmitem o vírus e contaminam têm febre. Então estaríamos pegando um grupo muito pequeno de pessoas”, diz o Dr. Rosselli.

Então, o que realmente funciona?


Seria mais eficaz a execução de testes rápidos em motoristas e passageiros, além de reforçar a conscientização de uso de máscaras, higienização das mãos e o distanciamento social. Embora segundo o biólogo, virologista e doutor em epidemiologia Renato Pereira de Souza o mais correto seria priorizar a testagem em massa da população da cidade, a fim de descobrir onde está o foco do vírus, já que o teste rápido é para detectar pessoas que já estão numa fase mais avançada da doença, em que já começaram a produzir esses anticorpos em níveis detectáveis. Mas não é indicado para uma pessoa que está no início da doença, começando a apresentar sintomas. Ou seja, ele não vai detectar aquelas pessoas que efetivamente oferecem risco de transmissão, porque a maior parte das transmissões ocorre nos 3 primeiros dias de doença.

– Para mais informações sobre Barreiras Sanitárias, consulte a Deliberação 140
(http://pesquisalegislativa.mg.gov.br/LegislacaoCompleta.aspx?cod=194961&marc=)

FONTE:

-ASSESSORIA MUNICIPAL DE SANTOS DUMONT

-CNN BRASIL

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