Méritos a um Herói Nacional

 Méritos a um Herói Nacional

Juiz de partida de Tennis Acervo SENDOC

A história se encarrega de enaltecer o nome daqueles que contribuíram para feitos inimagináveis. Homens e mulheres que não hesitaram em suas vidas, venceram com dedicação e perspicácia os desafios que a vida lhes encarregou de reservar, tornando, muita das vezes, seus sonhos em realidade.

A falácia olímpica nacional se remete a inobservância da nossa própria identidade histórica desportiva, que apesar de vitoriosa e enaltecida, é falha nos louros aos verdadeiros heróis, representantes dos grandes feitos históricos olímpicos.

Mas há uma esperança no ar…

Sem me ater a delongas amigo leitor, faço-lhe algumas ponderações:

Você já ouviu falar, estudou ou leu algum artigo sobre o “Diploma Olímpico de Mérito”?

Você tem o conhecimento de que essa rara honraria olímpica foi agraciada inicialmente a apenas três personalidades mundiais, sendo que uma delas era um brasileiro?

Pois bem, esse mérito seria algo para ser anunciado e enaltecido por todos os brasileiros, mas infelizmente é um fato histórico esquecido simplesmente pelo desconhecimento ou inobservância das autoridades e organizações.

Atentando aos fatos expostos por esse mero cidadão brasileiro, mineiro e sandumonense, devíamos render homenagens não apenas ao Marechal do Ar Alberto Santos-Dumont, Patrono da Aeronáutica Brasileira, mas também ao maior esportista sul-americano da primeira década do século XX e primeiro brasileiro a ser homenageado pelo Comitê Olímpico Internacional.

Sim amigos, Alberto Santos-Dumont é o brasileiro portador dessa honraria olímpica.

“O Comitê Olímpico Internacional realizou, em 1905, o Congresso de Bruxelas, quando foi criado o Diploma Olímpico de Mérito. A honraria deveria ser outorgada a uma alta personalidade que preenchesse os requisitos necessários à distinção com uma recompensa olímpica, tais como trabalho pelo ideal olímpico ou serviço à causa esportiva. O terceiro indivíduo a recebê-lo foi Alberto Santos-Dumont, inventor do avião e considerado na época o maior esportista sul-americano. A importância desse reconhecimento é atestada pela envergadura moral das personalidades que antecederam Santos-Dumont na obtenção do prêmio: Theodore Roosevelt, presidente dos Estados Unidos, e Fridjhof Nansen, explorador e naturalista norueguês, que desempenhou expressivo papel nos empreendimentos humanitários e recebeu o Prêmio Nobel da Paz no ano de 1922. Em 1906, ao ser distinguido com o Diploma Olímpico de Mérito, Alberto Santos-Dumont transformou-se no primeiro brasileiro a obter um prêmio olímpico.” (Trecho do livro Brasileiros Voadores – 300 anos pelos céus do mundo, de autoria de Laurete Godoy e J. H. D. Dodsworth)

Santos-Dumont, o homem que deu asas ao mundo, além de herói nacional, é um dos ícones olímpicos da história, mas que está ausente na atual conjuntura olímpica em nosso país, algo inimaginável pelos grandes momentos e representatividade desse, que sem dúvidas, foi um dos maiores brasileiros de todos os tempos.

Esse fato teve uma pequena alusão na abertura dos Jogos da XXXI Olimpíada – Rio 2016, algo empolgante, mas que talvez não tenha tido a devida importância dessa honraria destinada a esse brasileiro perspicaz e condecorado com o titulo de herói nacional, pois citações a parte, esse Diploma de Mérito Olímpico é algo a ser valorizado e divulgado em nossa história, principalmente num momento tão profícuo como o atual.

Inventor, cientista, escritor, desportista, desbravador, gênio e hoje HERÓI Nacional. Santos-Dumont – Um homem atemporal, visionário e sonhador.

Ocupante da cadeira nº 38 da Academia Brasileira de Letras, Santos Dumont deixou celebres pensamentos como: “A História só se escreverá com os fatos e documentos”.

Todo o seu legado é declarado através de seus registros pessoais e públicos, o que o tornam um cidadão de grandes ideais e importância no mundo inteiro.

“Haja ou não prêmios a disputar, tenho de trabalhar sempre!”, dizia o conterrâneo Alberto.

Compartilhamos esse pensamento. Trabalhamos sem poupar esforços para elevar seu nome, torná-lo assunto principal entre as crianças, rodas de amigos, escolas, instituições e entidades de distintos seguimentos.

Muitos talvez nem saibam o quanto Santos-Dumont era querido e respeitado pelo mundo. O inventor brasileiro praticava o balonismo, automobilismo, motociclismo, alpinismo, golfe, hipismo, praticava caminhadas, jogava tênis e foi quem enfrentou críticas, riscos e despesas, para promover a primeira corrida de triciclos motorizados da França e, consequentemente, do mundo.  Ele alugou o velódromo do Parc des Princes por uma tarde, realizou a competição com sucesso e concedeu aos vencedores prêmios que ele mesmo financiara.

Que nós possamos continuar UNIDOS diante desse propósito de resgate da nossa história e identidade.
Quantas quedas foi preciso para Santos-Dumont mostrar que o “HOMEM VOA!”?

Me recordo da frase, que talvez seja clichê – “Havia um homem que não sabia o que era o impossível. Foi lá e FEZ!”, o sonhador e persistente Alberto Santos-Dumont é sem dúvida um HOMEM como esse, o céu nunca foi o limite, assim como os sonhos nunca foram um devaneio, eles se realizam com perseverança, dedicação e persistência.

“Inventar é imaginar o que ninguém pensou; é acreditar no que ninguém jurou; é arriscar o que ninguém ousou; é realizar o que ninguém tentou. Inventar é transcender.”

(Santos-Dumont)

Vamos transcender nossas virtudes e reinventar nossa história, “O Céu não é o LIMITE” – “O Homem VOA!”

Fonte:
Museu de Cabangu
Brasileiros Voadores, 300 Anos Pelos Céus do Mundo. (Laurete Godoy e J. H. D. Dodsworth)
Especial Santos Dumont (Estadão)
Santos Dumont (G1)

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